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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

#LibertemOs30

Neste último sábado (5/10), ocorreu um protesto pacífico em frente ao Shopping Salvador, em que o voluntariado do Greenpeace Salvador se manifestou em prol da libertação dos ativistas presos na Rússia. Entre os presos na Rússia, estão dois jornalistas e 28 ativistas do Greenpeace, dentre eles, uma brasileira, a Ana Paula.

O Greenpeace está se movimentando internacionalmente para conseguir a soltura destes indivíduos inocentes, que foram presos sob acusação de pirataria. Eles estavam protestando a exploração de petróleo no Ártico quando foram presos por autoridades russas.


Veja fotos do protesto em Salvador e divulgue nas redes sociais com as hashtags #LibertemOs30 #LibertemAnaPaula e #Greenpeace




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Liberdade de Expressão, Eike?

Por: Leonardo Matos
 
Protesto na petrolífera Perenco

Enquanto nossos voluntários levam informações sobre a campanha ao público através de conscientização, palestras e a petição, nossos ativistas partiram para o protesto PACÍFICO. Afinal o Greenpeace é uma organização global e independente que atua para defender o ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos. Para isso podemos ressaltar dois dos seus princípios: o Confronto Pacífico e Não Violência.
Ativistas protestam em frente a sede da Perenco
Após mais de 45 minutos de protesto sem maiores incidentes no prédio que abriga os escritórios da Perenco, a empresa preferiu não receber Greenpeace nem aceitou que subissem junto com a imprensa para conseguir um posicionamento com relação à exploração de Pétroleo em Abrolhos, esta atitude deixa claro a falta de transparência e de qualquer empenho por uma diálogo sobre a questão de uma empresa que se prepara para extrair Pétroleo num dos Ecossistemas mais fragéis e também mais ricos do nosso Bioma.
Ativista em frente a sede da OGX


Força Desproporcional

Infezlimente ao realizar o mesmo protesto na sede da OGX, empresa que pertence a Eike Batista o oitavo homem mais rico do mundo, o Greenpeace foi pego de surpresa pela truculência dos Seguranças do local. Nossos ativistas foram isolados, impedidos de receber água, comida e de utilizar o banheiro. Após mais de 9 horas de resistência, a manifestação terminou com uma cena desnecessária. Uma tropa de choque isolou a área do edifício, no centro do Rio, e arrastou os manifestantes à força. Na confusão até membros da imprensa foram levados a delegacia junto com os 18 ativistas sem que nenhum membro da empresa recebesse os ativistas. Confira abaixo foto e vídeo da ação:

Ativista é arrastado por Policiais
Confira abaixo o vídeo da ação:
 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ambientalistas ameaçados de morte no Pará

 Funeral de  casal de ambientalistas assassinados é marcado por protestos e revolta.

Quem não se lembra do caso Dorothy Stang? A freira que foi executada em 2005 no Pará por pistoleiros a mando de fazendeiros poderosos porque lutava por um desenvolvimento sustentável e era contra o contrabando de madeira? Pois é, parece que após toda aquela exposição midiática a situação não melhorou mesmo. Pelo contrário!

A situação no Pará está insustentável. Até agora, são 30 (trinta) ambientalistas ameaçados de morte, segundo o documento que foi entregue oficialmente pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) ao Ministério da Justiça este ano. O que acontece, entretanto, é muito pior que a simples ameaça: é a omissão. Nada foi feito diante deste documento e a consequência foi a execução de um casal de ambientalistas na terça-feira passada.

O nome da freira Dorothy Stang também estava nesta lista em 2004 (um ano antes de ser assassinada). Da mesma forma, o nome de um dos cônjuges assasinados, José Cláudio Ribeiro da Silva, estava nesta lista elaborada pela CPT desde 2001. "Todos se omitiram", denuncia o advogado da CPT, José Batista.

A região de Nova Ipixuna mantém uma das poucas reservas de castanhais que ainda resta no sul paraense. A sanha madeireira de derrubar a floresta para exportar o produto e transformar o restante em carvão se acentuou com a criação do pólo guseiro na região, que utiliza restos de madeira para abastecer os fornos das usinas de ferro-gusa em Marabá.

Na reserva, o casal de ambientalistas assassinados, juntamente com seus familiares e os assentados da área, trabalhavam com o extrativismo de andiroba, semente de onde se extrai o óleo, assim como a castanha-do-pará, cupuaçu e outras frutas nativas da Amazônia. A castanheira é uma árvore frondosa de madeira cobiçada pelas serrarias da região. Galhos e sobras da madeira são utilizadas pelos madeireiros para fazer carvão para fornecer as guseiras.


"Eles eram destemidos, paravam caminhões de madeireiras que entravam na reserva para roubar madeira, fotografavam e denunciavam ao Ibama, Ministério Público, Polícia. Eles eram incansáveis", conta o advogado da CPT, comparando a luta do casal de ambientalistas paraenses ao maior ícone da luta pela floresta na Amazônia, o acreano Chico Mendes, também assassinado na década de 1980. Infelizmente, lamenta Batista, todos se omitiram. "Eles faziam o papel do Estado, mesmo com a arma sendo apontada para eles", complementa José Batista.

O diretor da CNS no Pará, Atanagildo Matos, lamenta a perda dos companheiros de luta: "Eles nos deixam uma lição, que é o ideal dos extrativistas da Amazônia: permitir que o povo da floresta possa viver com qualidade, de forma sustentável com o meio ambiente".

Agora, resta saber: até quando ficaremos lamentando enquanto mais sangue heróico e inocente é derramado no solo que tanto queremos defender...?

Escrito por: Ana Luiza  
Fonte: Jornal do Brasil

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O fim da Energia Nuclear na Alemanha!

 
Ativistas do Greenpeace na Alemanha protestam em uma Usina Nuclear


O blog do grupo Greenpeace Salvador finalmente está no ar! E nada melhor pra iniciar o blog do que uma boa notícia: a Alemanha realizou algo inusitado! Prometeu fechar todas as usinas nucleares até 2022. Inusitado, pois a Alemanha vinha ponderando reativar 8 (oito) usinas nucleares que estavam desativadas. Entretanto, com a catástrofe de Fukushima (Japão), a população alemã foi as ruas e pressionou o governo.

O desligamento das usinas será aos poucos. A maioria dos reatores nucleares do país será desligada dentro de um prazo de 10 anos e, no máximo, em 2022 todas deverão estar desligadas.

Em 2018 o governo irá ponderar se será mesmo possível desativar todas as usinas em 2021, ao invés de ser em 2022. Se for avaliado que isso acarretará em riscos energéticos para o país, três dos geradores nucleares serão mantidos ligados e funcionando até 2022.

Há apenas nove meses, a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou uma ampliação da utilização das usinas nucleares em 12 anos em média. Em março, após o terremoto e tsunami que provocaram um acidente na usina nuclear japonesa de Fukushima, no Japão, Merkel reverteu a decisão e colocou a política para energia nuclear do país sob revisão.

Resumindo: a utilização da energia nuclear ia ser prolongada em 14 anos em média o que acarretaria no atraso do fechamento das usinas nucleares para 2036!

"Nosso sistema energético tem de ser mudado fundamentalmente, e pode ser mudado. Queremos que a eletricidade do futuro seja segura e, ao mesmo tempo, confiável e econômica", disse Merkel a jornalistas nesta segunda-feira (30/05).

O que, contudo, mais chamou atenção do mundo para Alemanha foi a sua proposta verde e que trouxe esperança aos ambientalistas, até então, mais céticos. A Alemanha planeja reduzir o consumo de eletricidade em 10% até 2020 e dobrar a utilização de energias renováveis para 35%.
E a meta da chanceler Markel não é somente esta! Pretende-se alcançar uma diminuição de 40% de emissão de gases estufa até este mesmo período de 2020!

Os protestos do povo alemão não pararam durante o final de semana até o comunicado da chanceler Angela Markel. No sábado (28/05) milhares de pessoas foram as ruas exigindo que o governo acelerasse o desligamento das usinas nucleares. Várias cidades, como Berlim e Munique, aderiram ao protesto em massa!

Se o exemplo da Alemanha até 2020 for um sucesso perante os olhos do mundo, então, devemos crer que outros poderão seguir seu exemplo. Eu, que aqui vos escrevo, devo dizer que era uma das mais céticas a esse respeito. Agora, contudo, o Greenpeace tem mais um motivo de luta e eu, como voluntária, tenho mais um motivo pra acreditar nela.

Escrito por: Ana Luiza
Fonte: Jornal Paraná Online e G1